sexta-feira, 13 de março de 2026

Rádio Clube de Dourados cumpriu papel relevante e imprescindível no Desenvolvimento de Dourados e Região

 


A Rádio Clube de Dourados, tendo como responsável, o Jornalista Jorge Antônio Salomão, desempenhou importante papel de integração da Região da Grande Dourados durante  a 2ª metade do Século XX.

Naquela quadra histórica em que a maior parte da população do Brasil  de Dourados e Região residia no campo, que o acesso ao telefone, rádio amador era extremamente caro, inacessível mesmo, para o cidadão de baixa renda, sobrava como alternativa para quase 100% da população recorrer a Rádio Clube de Dourados para comunicar-se com familiares, amigos ou mesmo para assuntos de natureza profissional. 

A Rádio Clube tinha, inclusive, um programa denominado Mini Recado, o qual, ia ao ar diariamente de segunda à sábado,ao meio dia e a tardezinha, veiculando recados com os mais variados conteúdos: de pessoas doentes, hospitalizadas, que estavam chegando de viagem, falecimentos através da Rádio Clube. Recados tais como: "fulano" avisa a "sicrano" para esperá-lo hoje à tarde na reta (atual rodovia 163 que liga Dourados a Caarapó, dentre outros municípios); ou "fulano" avisa a "sicrano" que a encomenda chegou e assim por diante; em casos de urgência os recados eram transmitidos durante outros programas; 

Além dos recados a Rádio Clube colocou no ar diversas novelas,  programas de notícias, desportivos e sertanejos e o prestigiadíssimo Encontro Matinal e Musical, sob responsabilidade de Albino Mendes. Para participarem do Encontro Matinal e do Programa Sertanejo, os ouvintes escreviam e enviavam ou levavam pessoalmente suas cartas à sede da Rádio Clube de Dourados, pedindo a moda de sua preferência, oferecida a entes queridos: filhos, esposos, esposas, namoradas, amigos,etc. O apresentador do programa lia as cartas, agradecia e tocava a música ou moda solicitada.

Os avisos recados eram cobrados para serem veiculados já que a Rádio Clube de Dourados, embora sendo uma concessão pública, era particular de propriedade de Jorge Antônio.

Também foram apresentados por décadas programas como "A Bronca" e o "Falando Sério" com Jorge Antônio Salomão, tratando de questões políticas e reivindicações da sociedade de Dourados e Região.

Em síntese posso dizer que a Rádio Clube de Dourados cumpriu importante papel na integração da Região da Grande Dourados, contribuindo para os eu desenvolvimento, ao lado claro, de outro importante veículo de comunicação, qual seja, Jornal "O Progresso". Lembrando no período abordado, parte dele Mato Grosso do Sul, era parte do Estado do Mato Grosso, não havia rodovias, mas sim as estradas; os serviços telefônicos eram caríssimos e as pessoas compravam telefones muito mais para especular do que para se comunicar;  não havia internet,

Estúdio da Rádio Clube, ao 

Centro, Jorge

Antônio Salomão


                                   


sábado, 7 de março de 2026

Esudantes e benfeitores da Escola

 

Em 1976, conforme mencionei em postagem anterior, estudei na Escola Estadual Frei João Damasceno, Distrito de Nova América, Município de Caarapó, juntando-me ao meu irmão, o Alberto e aos primos , Argemiro,Toinho e Augusto.

Aliás, nós, alunos da Família Ribeiro, nos colocamos invariavelmente, na Escola Estadual Frei João Damasceno, sempre no time dos melhores alunos, comprovando, inclusive, a boa qualidade do ensino ofertado no então denominado ensino primário, ministrado pela Escola Mista Rural de São Lourenço, onde era ofertado do 1º ao 4º anos, tendo como professores, Maria Sinhá (1º e 2º anos) e (3º e 4º anos), Ildefonso Ribeiro.  Eu, o Alberto e os demais primos tínhamos estudado na escolinha do São Lourenço. A seguir fotos das edificações da Escola Rural Mista de São Lourenço, primeiramente de madeira e depois de alvenaria. Todavia, Ildefonso Ribeiro, relata em seus escritos sobre a Família Ribeiro no São Lourenço que, a  primeira versão  da escolinha tinha cobertura de  coqueiro (pindó)


Mas além de sermos estudantes, também deixamos nossa marca na Escola Frei João Damasceno, participando em ações de melhoramentos na infra-estrutura da Escola. A Escola não tinha muro, se fez necessário, cercá-la com arame, cercamento realizado pelos alunos, nas aulas de educação física, ministradas pelo saudoso e falecido Professor Luís; capinagem do campinho de futebol e uma série de outros reparos e manutenções.

A nossa relação de pertencimento e de percebermos a Escola como sendo realmente nossa, em virtude deste envolvimento, se tornou muito mais intensa. Aliás, os alunos que frequentavam esta Escola, em sua esmagadora maioria eram oriundos da zona rural: São Lourenço, Café Porá, Liberal, fazendas e sítios localizadas em Nova América. Logo a convivência entre os membros da comunidade escolar foi marcada por práticas que caracterizam as comunidades rurais, como por exemplo, os alunos faltarem em alguns momentos por conta das colheitas, plantios das lavouras e em dias chuvosos, quando as estradas vicinais ficavam intransitáveis; também era comum os alunos levarem frutas para o horário do recreio, haja vista que, não havia naquele período histórico financiamento para merenda nas escolas.

Eu e os primos íamos todos os dias do São Lourenço até Nova América, quase sempre de bicicleta; em alguns momentos fomos no lendário trator fâmulus e à cavalo; fazíamos uma parada na Casa do Tio Dé e de Maria Senhora, na entrada de Nova América, onde colocávamos nossos uniformes, haja vista que chegávamos muito suados, portanto, a parada na casa do Tio Dé foi providencial. Mas os demais alunos da Escola Frei João Damasceno, nem sempre, desfrutaram do privilégio de terem um parente ou amigos onde pudessem trocar de roupa. 

quinta-feira, 5 de março de 2026

Eu e o Alberto fomos extremamente cruéis com o Seo Epifânio.

 Em 1976, estudei na Escola Estadual Frei João Damasceno, em Nova América, para ser mais exato,a 6ª série. O Alberto, o mano, também cursava a 6ª série, atualmente o 5º Ano.

Escola Estadual Frei João Damasceno

Naquele período histórico, o material didático - livros, cadernos, lápis, borracha -,  alimentação e uniforme escolar não eram ofertados aos alunos. Observação: em 1996 foi instituído o Fundef - Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e todo o material didático e uniformes passaram a ser financiados pelo Estado nas redes públicas de ensino (municipal e estadual). Antes do Fundeb as famílias deviam arcar com os custos de tudo. Tudo tinha que ser comprado pelos pais dos alunos. Nas escolas brasileiras existiam as cantinas, providencialmente presentes nas escolas, porém, alimentos que para serem consumidos deveriam ser pagos pelos alunos. 

Eu e o Alberto, dois adolescentes, imaturos para caramba, chegamos para o nosso pai, o Sr. Epifânio Ribeiro e o pressionamos para que comprasse, livros didáticos para cada um de nós, alegando que um livro só para cada disciplina não dava para nós dois estudarmos. O nosso pai argumentou que estudando na mesma escola, inclusive, na mesma turma, não precisava tamanho exagero. Mas Eu e o Alberto nos mantivemos irredutíveis e o meu pai, mesmo sabendo tratar-se de caprichos de adolescentes comprou um livro para de cada disciplina, para cada um de nós, revelando assim, todo os seu amor por nós dois

Afirmo categoricamente, Eu e o Alberto fomos cruéis para com o nosso Pai. E reconheço o quanto o Sr. Epifânio foi paciente conosco. Embora fazendo das "tripas coração", ele deu um jeito de nos atender. De onde estiver, Sr. Epifânio peço que nos perdoe por sermos, Eu e o Alberto, tão intransigentes e tão "metidos" a "besta".

Rádio Clube de Dourados cumpriu papel relevante e imprescindível no Desenvolvimento de Dourados e Região

  A Rádio Clube de Dourados, tendo como responsável, o Jornalista Jorge Antônio Salomão, desempenhou importante papel de integração da Regiã...