sábado, 7 de março de 2026

Esudantes e benfeitores da Escola

 

Em 1976, conforme mencionei em postagem anterior, estudei na Escola Estadual Frei João Damasceno, Distrito de Nova América, Município de Caarapó, juntando-me ao meu irmão, o Alberto e aos primos , Argemiro,Toinho e Augusto.

Aliás, nós, alunos da Família Ribeiro, nos colocamos invariavelmente, na Escola Estadual Frei João Damasceno, sempre no time dos melhores alunos, comprovando, inclusive, a boa qualidade do ensino ofertado no então denominado ensino primário, ministrado pela Escola Mista Rural de São Lourenço, onde era ofertado do 1º ao 4º anos, tendo como professores, Maria Sinhá (1º e 2º anos) e (3º e 4º anos), Ildefonso Ribeiro.  Eu, o Alberto e os demais primos tínhamos estudado na escolinha do São Lourenço. A seguir fotos das edificações da Escola Rural Mista de São Lourenço, primeiramente de madeira e depois de alvenaria. Todavia, Ildefonso Ribeiro, relata em seus escritos sobre a Família Ribeiro no São Lourenço que, a  primeira versão  da escolinha tinha cobertura de  coqueiro (pindó)


Mas além de sermos estudantes, também deixamos nossa marca na Escola Frei João Damasceno, participando em ações de melhoramentos na infra-estrutura da Escola. A Escola não tinha muro, se fez necessário, cercá-la com arame, cercamento realizado pelos alunos, nas aulas de educação física, ministradas pelo saudoso e falecido Professor Luís; capinagem do campinho de futebol e uma série de outros reparos e manutenções.

A nossa relação de pertencimento e de percebermos a Escola como sendo realmente nossa, em virtude deste envolvimento, se tornou muito mais intensa. Aliás, os alunos que frequentavam esta Escola, em sua esmagadora maioria eram oriundos da zona rural: São Lourenço, Café Porá, Liberal, fazendas e sítios localizadas em Nova América. Logo a convivência entre os membros da comunidade escolar foi marcada por práticas que caracterizam as comunidades rurais, como por exemplo, os alunos faltarem em alguns momentos por conta das colheitas, plantios das lavouras e em dias chuvosos, quando as estradas vicinais ficavam intransitáveis; também era comum os alunos levarem frutas para o horário do recreio, haja vista que, não havia naquele período histórico financiamento para merenda nas escolas.

Eu e os primos íamos todos os dias do São Lourenço até Nova América, quase sempre de bicicleta; em alguns momentos fomos no lendário trator fâmulus e à cavalo; fazíamos uma parada na Casa do Tio Dé e de Maria Senhora, na entrada de Nova América, onde colocávamos nossos uniformes, haja vista que chegávamos muito suados, portanto, a parada na casa do Tio Dé foi providencial. Mas os demais alunos da Escola Frei João Damasceno, nem sempre, desfrutaram do privilégio de terem um parente ou amigos onde pudessem trocar de roupa. 

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